Plásticos – Tendências e Perspetivas

image_thumbDesde 1952, a feira K de Dusseldorf tem apresentado a evidência tangível do sucesso global das indústrias de plásticos e borrachas. A vigésima edição em 2016 confirma a regra: a K continua a ser a referência e o ponto de orientação para todos os interessados nas indústrias de processamento de plásticos e borracha.

Entre 1950 e 2015, o consumo de plásticos e borracha cresceu em média 8,5% por ano. Desde o início do milénio, o crescimento médio anual situou-se entre 4 e 5%, mas com diferenças significativas de região para região, e em função do produto e da aplicação.

image_thumb[1][1]O aumento da população global e a melhoria geral do nível de vida são os principais fatores do crescimento global do consumo de plásticos. O efeito da melhoria do nível de vida pode ser visto em vários mercados de aplicação, a começar pela embalagem de produtos alimentares de de primeira necessidade, e também na variedade de embalagens para armazenagem e transporte. As infraestruturas e construção também requerem a utilização de plásticos, nomeadamente nos sistemas de abastecimento de água, eletricidade e gás, nos isolamentos, nos perfis para janelas, etc.. Outro mercado relevante é o da mobilidade – automóveis, camiões e aviões. A engenharia médica é uma das áreas de aplicação onde os polímeros se tornaram indispensáveis: sem produtos plásticos seguros, descartáveis e higiénicos, os dispositivos e sistemas médicos, de diagnóstico, os equipamentos de laboratório eimage_thumb[2][1] a aplicação de medicamentos não conseguiriam cumprir as normas de qualidade atuais. O mesmo se aplica aos produtos de desporto e lazer atuais e largamente apreciados. Nos seus mercados respetivos, estas aplicações, equipadas ou inteiramente fabricadas em plásticos ou borracha, contribuem para a aceitação global e proliferação dos materiais poliméricos.

Em 2015, a associação europeia dos produtores de plásticos, PlasticsEurope, reportou uma produção global (mundial) de 322 milhões de toneladas de plásticos, dos quais cerca de 270 milhões dizem respeito a polímeros. A parcela restante edis respeito a revestimentos, adesivos, dispersões, tintas e vernizes. Para o mesmo período, as estimativas do International Rubber Study Group (IRSG) apontam para um volume de produção e consumo de borracha de cerca de 19 milhões de toneladas, dos quais 12 milhões dizem respeito a borracha natural e 17 milhões a borrachas sintéticas.

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Moulding Expo e ISTMA cooperam

imageA Moulding Expo, feiras internacional do setor dos moldes, terá lugar nos dias 30 de Maio a 2 de Junho de 2017, em Estugarda, Alemanha, e, à data, já conta com 150 expositores inscritos.
A associação internacional do setor – a ISTMA (The International Special Tooling & Machining Association) anunciou a admissão da Feira de Estugarda no seu Programa Global de Parcerias. a Moulding Expo, que se realizou pela primeira vez em 2015, irá beneficiar da rede internacional da ISTMA, com 19 Associações nacionais e mais de 8000 empresas, da Argentina a Portugal e à África do Sul.
A cooperação com a Moulding Expo, de acordo com a ISTMA, tem grande potencial para os fabricantes de moldes. "A nossa indústria desempenha um papel central no design, engenharia e desenvolvimento de novos produtos nos mais diversos setores, tais como o aeroespacial, automóvel, dispositivos médicos e embalagem" – disse Manuel Oliveira, secretário geral da ISTMA. "Acreditamos que a cooperação entre a ISTMA e a Moulding Expo contribuirá para dar ainda mais notoriedade ao nosso setor".
Para mais informação sobre a Moulding Expo, clicar AQUI.

Moldes chineses: a desaceleração

imageA indústria chinesa de moldes, cunhos e cortantes entrou em desaceleração, acompanhando a tendência económica. Em 2015, as vendas do setor totalizaram um valor equivalente a cerca de 27,3 mil milhões de USD, com um crescimento de 5,1% relativamente a 2014 (dados da associação chinesa dos fabricantes de moldes). A indústria chinesa trabalha sobretudo para o mercado interno. As exportações ultrapassaram o valor de 5 mil milhões de USD, mais 3,3% comparativamente a 2014. Dois terços deste valor, cerca de 3,39 mil milhões de USD dizem respeito a moldes para plásticos.
As importações chinesas de moldes para plásticos atingiram o valor equivalente a 1,16 mil milhões de USD em 2015.
A desaceleração do ritmo de crescimento esconde um acréscimo de competitividade da indústria chinesa. O crescimento médio do setor desdobra-se em realidades muito diferentes. Enquanto a generalidade das pequenas empresas registaram menos vendas em 2015, as maiores empresas, que investiram em tecnologia e qualidade, aumentaram a sua quota de mercado e registaram um aumento de vendas e 12% muito superior à média geral.
Nos anos mais recentes, as indústrias de moldes chinesas investiram um valor equivalente a cerca de 350 mil milhões de USD para aumentar e modernizar a sua capacidade. O aumento dos custos de produção, associado sobretudo ao aumento dos custos de mão-de-obra qualificada, é uma das principais razões para a desaceleração das exportações.

Filmes BOPP: mercado em crescimento

imageUma pequena melhoria das margens, a par de um crescimento significativo do mercado – 4% em 2015 – contribuíram para aumentar a confiança dos investidores na produção de filmes de BOPP. No entanto, e depois de vários anos em que 60 a 70% das novas capacidades foram instaladas na China, os investimentos voltaram-se para outros mercados com maior potencial de crescimento. Nos próximos dois anos, são esperados novos produtores na Europa, África, Ásia e Américas, a par de novas linhas dos atuais produtores. A concorrência obrigará à racionalização das capacidades mais antigas. A situação afigura-se arriscada para os fabricantes europeus menos rentáveis. A chegada de novos concorrentes na Polónia e na Rússia poderá originar a necessidade de mais 100.000 toneladas de capacidade se a Europa regressar à taxa de utilização de 80% atingida em 2010. Isto equivale a 4 ou 5 linhas ou potencialmente um ou dois produtores.

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APIP elegeu nova Direção

image_thumb[1]Pedro Colaço (KLC) é o novo Presidente da Direção da APIP (Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos), ladeado por Gonçalo Tomé (Plasfil) e Carlos Santos (Plastimar), e liderando uma direção forte com representação das várias áreas da indústria de plásticos. “Dinamizar a atividade associativa, enfrentar os desafios dos novos tempos e combinar capacidades e conhecimento, são os grandes objetivos desta nova Direção ” – disse Pedro Colaço nas palavras que dirigiu à assembleia geral da associação, que se realizou na Marinha Grande no dia 4 de Maio.

A lista completa dos órgãos sociais eleitos é a seguinte:

Direção

Presidente                                                                    Pedro Colaço (KLC)
Vice-Presidente Executivo                                        Gonçalo Tomé (Plasfil)
Vice-Presidente Financeiro                                      Carlos Santos    (Plastimar)
Vice-Presidente Automóveis e Peças Técnicas    Guida Figueiredo (Carfi)
Vice-Presidente Embalagem                                    Carlos Vicente (Logoplaste)
Vice-Presidente Tubos & Perfis                               Jorge Vicente Sousa (Fersil)
Vice-Presidente Reciclagem                                    Ricardo Pereira (Sirplaste)
Vice-Presidente Filmes e Folhas                            Amaro Reis (Sacos 88)
Vice-Presidente Equipamentos e Auxiliares        Nuno Guimarães (Novagi)
Vice-Presidente Matérias-Primas                           António Alves Pereira (Repsol).

Mesa da Assembleia Geral

Presidente                    Duarte Champalimaud (GLN Plast)
Vice-Presidente           Luis Vieira (Plasteuropa)
1º Secretário                 Teresa Correia (Polipoli)
2º Secretário                 Florbela da Silva Domingues (Bourbon)

Conselho Fiscal

Presidente                    Maria da Conceição Gomes (Probos)
Vice-Presidente           Isabel Matos (Plimat)
Vogal                             Silvino Farracho (Plasoeste)

A Assembleia Geral distinguiu o Sr. Marcel de Botton, que desempenhou o cargo de presidente durante vários mandatos, com a eleição como Presidente Emérito, considerando a sua pesada e vasta contribuição para a APIP. “Sinto-me orgulhoso desta indústria. Durante este tempo, muitas empresas portuguesas tiveram sucesso e conquistaram relevância internacional e elevada reputação de qualidade nos setores automóvel, aplicações técnicas, filmes, tubos, embalagem, reciclagem, etc. . Tal como as empresas, as Associações também precisam de sangue novo e energia. Estou certo que a nova Direção vai fazer a APIP mais forte.” – disse o Sr. Marcel de Botton na sequência da eleição.
João Cortez (Celoplás), Manuel Alegria (Simoldes) e Pedro Faria (Sival), que também exerceram vários mandatos na direção da APIP, deverão continuar ativos no Conselho Consultivo.

Tensão no mercado europeu das PO

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Os transformadores de plásticos da Europa (PME na sua maioria) enfrentam sérias dificuldades desde o início de 2015 devido às limitações da disponibilidade de polímeros. Desde Março de 2015, a indústria de polímeros da UE declarou ‘força maior’ em 66 ocasiões, o que exacerbou uma situação já tensa nos mercados do polietileno e do polipropileno e levou os preços a níveis sem precedentes dos dez anos mais recentes. Entre Março e Maio de 2015, os preços dos polímeros aumentaram mais de 40% enquanto os preços do petróleo permaneceram em baixa histórica. Os transformadores reagiram a esta situação e apresentaram em 2015 45 pedidos de suspensão das tarifas aduaneiras e das quotas em vários Estados Membros.

A associação Polymers for Europe Alliance, criada pela EuPC (European Plastics Converters) em Maio de 2015, levou a esta situação à consideração da Comissão Europeia e do Economic Tariff Questions Group (ETQG), antecipando a ronda de Julho de 2016 sobre os pedidos de suspensão de tarifas e quotas. A Alliance enfatizou a importância dessa suspensão para o futuro da competitividade do setor transformador. Se os transformadores europeus não tiverem acesso a volumes suficientes de polímeros, poderão mesmo ficar fora do negócio.

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K 2016: bilhetes Print@home disponíveis

Os interessados em visitar a feira K 2016 (19 a 26 de outubro) podem adquirir os seus bilhetes on line, AQUI.
Os bilhetes electrónicos permitem poupar tempo e dinheiro. Os visitantes podem imprimir os seus próprios bilhetes ou gravar os respetivos códigos. Para além do acesso à feira, os bilhetes também permitem viajar nos transportes públicos de Dusseldorf. Os bilhetes electrónicos são mais baratos que os bilhetes adquiridos aos balcões da feira O bilhete para 1 dia custa 49 € em versão e-Ticket e 65 € em versão convencional. O bilhete para 3 dias custa 108 € em e-Ticket e 135 € em versão convencional.
Para reservar alojamento, recomenda-se recorrer aos serviços de Marketing e Turismo do município de Dusseldorf (DMT), que faculta a melhor lista de hotéis e alojamentos privados e facilita o processo de reserva. A cidade reforçou a sua capacidade de alojamento com mais 1000 camas de hotel. O serviço do DMT está disponível AQUI.

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A feira K 2016 contará com mais de 3000 expositores internacionais, que apresentaram os mais recentes desenvolvimentos nas áreas da maquinaria para as indústrias de plásticos e borracha, bem como matérias-primas e auxiliares, produtos semi-acabados, peças técnicas e plásticos reforçados. a organização espera a afluência de 2009 mil visitantes.

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