Conceito inovador para eficiência energética na produção de tubo

A divisão "infraestruturas" da battenfeld-cincinnati (Bad Oeynhausen/Vienna, Áustria) vai apresentar na K 2010, pela primeira vez, o "Green Pipe", um conceito modular com três possibilidades para reduzir significastivamente o comprimento e o consumo de energia das linhas de produção de tubo: Efficient Air Cooling (EAC), a fieira KryoS e a solução inovadora para arrefecimento com baixo consumo de água.

 

image_thumb[1]A utilização de fieiras com o sistema EAC (Efficient Air Cooling, Arrefecimento Eficiente por Ar), é possível reduzir 25 a 30% do comprimento da secção de arrefecimento. Este sistema, que também pode ser instalado em linhas pré-existentes, proporciona um arrefecimento adicional do interior do tubo através de uma corrente de ar em deslocação inversa à direcção de extrusão. A fieira é também arrefecida selectivamente por correntes de ar. Deste modo, a temperatura do material pode ser reduzida logo na fieira, melhorando o arrefecimento do tubo e prevenindo a formação de depósitos na superfície interior do tubo. Em conjugação com as propriedades de distribuição da fieira de "cesto entrelaçado", podem ser atingidas tolerâncias dimensionais mais apertadas, com a consequente economia de material e de energia.

image_thumb[2]O comprimento da secção de arrefecimento pode ser reduzido até cerca de 45% se for instalada uma fieira KryoS. Esta fieira foi projectada para optimizar a distribuição do material através de condutas em espiral. O material é dividido em várias camadas e arrefecido a partir do "interior" por um circuito fechado entre as camadas, ultrapassando assim o problema da condutividade térmica típico de tubos com maior espessura. A temperatura do material à saída da fieira é reduzida ainda mais, comparativamente com o sistema EAC. Com e menor comprimento da secção de arrefecimento, reduz-se a capacidade necessária para bombeamento, com a consequente economia de energia. Por outro lado, a menor formação de depósitos reduz os custos com a manutenção regular do equipamento.

Finalmente, o consumo de energia também pode ser reduzido a cerca de metade na própria secção de arrefecimento, se for usado o novo equipamento de downstream que vai serr apresentado na K 2010 pela primeira vez. Este conceito precursor foi financiado pela FFG, a Agências Austríaca de Promoção da Investigação, e desenvolvido em parceria pela battenfeld-cincinnati, pela Poloplast (Leonding, Áustria) e pela Universidade Técnica de Viena. Na fase de teste do novo conceito de arrefecimento instalado numa linha de produção da Poloplast, verificou-se uma redução significativa do consumo de energia, em simultâneo com a melhoria da qualidade do tubo. Este resultado deve-se ao facto de cada tina de arrefecimento, em vez ter a sua própria alimentação directa de água, passar a receber a água da tina precedente, na direcção oposta à da extrusão. Enquanto nas linhas de extrusão convencionais, o caudal de águia é de cerca de 20 000 litros/hora, o novo sistrma requer apenas 2 500 litros/hora.

Em resultado da transferência de tina para tina, a água chega à primeira tina consideravelmente aquecida, mas isto é desejável para o processo. Por um lado, parte do arrefecimento da água é conseguido pela exposição ao ar e, por outro lado, o calor em excesso pode ser utilizado para aquecimento a baixa temperatura da fábrica.

Com estas três soluções para "Tubo Verde", a battenfeld-cincinnati proporciona aos transformadores a oportunidade para economizar material, energia e água, aumentando assim a eficiência dos processos de produção.