Mercado indiano da embalagem flexível

O mercado indiano das embalagens flexíveis representa um negócio de 3 mil milhões de USD (5% do mercado mundial) e deverá crescer 15% por ano até 2015 – indica o relatório "The Indian Flexible Packaging Market 2011" da PCI. As empresas e investidores necessitam, todavia, de perceber o ambiente de negócios da Índia para que possam ter êxito neste mercado.

Com uma classe média equivalente à população da Europa, o mercado consumidor indiano tem poder de compra comparável ao do Ocidente e o sector retalhista procura satisfazer esse mercado. O comércio retalhista está aliás a desenvolver-se, a registar taxas de crescimento elevadas e a expandir a sua implantação nas cidades indianas. O potencial de crescimento está bem patente no facto de na Índia apenas 5% dos alimentos serem embalados e a cadeia Wal Mart só no ano passado foi autorizada a instalar-se. Por outro lado, a indústria alimentar situada maioritariamente nas regiões costeiras é apoiada pelo governo e está a exportar para a Ásia e outros destinos.
A indústria de embalagens flexíveis da Índia  tem dois segmentos distintos. No primeiro, as empresas que fornecem os maiores produtores e que estão equipadas com tecnologia alemã e italiana para produzir embalagens de acordo com os padrões europeus. Fora dos grandes centros, o mercado está menos organizado e conta com um elevado número de pequenos transformadores que produzem embalagens flexíveis com qualidade geralmente inferior. À excepção do grupo Huhtamaki, praticamente não há presença de grupos internacionais. As exportações de embalagens flexíveis tem vindo a crescer e os exportadores têm clientes em todos os continentes.
O mercado indiano das embalagens flexíveis tem segmentos pouco conhecidos dos transformadores ocidentais. Estima-se que cerca de 25% das vendas de laminados se destine ao fabrico das pequenas bolsas de tabaco para mascar, apesar da legislação indiana que procura combater o hábito de abandonar essas bolsas no chão. As bolsas são propositadamente pequenas, para serem mais fáceis de comprar.

Embora alguns comentadores tenham dito que o mercado indiano da embalagem flexível vai desenvolver-se de modo similar ao mercado chinês, os analistas da PCI consideram que os dois territórios têm dinâmicas completamente diferentes. Um território caracterizado pela burocracia e pela complexidade política, as preocupações ambientais, a implantação dos transformadores locais, por vezes pertencentes aos clientes, significam que ainda existem obstáculos significativos à entrada neste mercado.

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