Controlo adaptativo de temperatura nos processos e injecção

O eng. Paulo Gomes, da Husky apresentou no XXVI SEMINÁRIO DE PLÁSTICOS, a mais recente tecnologia de controlo de temperatura nos sistemas de canais quentes. A Husky sugere a instalação de fontes de alimentação individualizadas, de forma a obter "sinais limpos" e uma solução com capacidade para adaptar automaticamente o algoritmo de controlo para as condições termodinâmicas específicas do ponto de injecção. Para este efeito, a Husky desenvolveu um algoritmo activo (ART – Active Reasoning Technology) que "aprende" as condições de cada zona e que as tem em conta ao longo do processo. Essa aprendizagem é feita quer para um molde novo, quer para um molde com vário anos de serviço. Deste modo, o controlo é mais apertado, consistente e repetitivo, ciclo a ciclo, cavidade a cavidade.
Outra proposta da Husky é a arquitectura distribuída do controlo, em vez das soluções baseadas na arquitectura centralizada. Esta implica atrasos até 5000 ms (milissegundos) no tempo de resposta do sistema de controlo. A arquitectura descentralizada reduz o tempo de reposta a cerca de 8 ms.
A eficiência operacional pode medir-se de forma simples: peças conformes por hora / kg processados por hora e kWh/kg. Ao avaliar a eficiência das máquinas é necessário introduzir sempre na equação a quantidade de material processado por hora. Frequentemente, uma redução do tempo de ciclo induz uma melhoria da eficiência energética e daí o interesse do indicador kWh/kg.
Um controlo mais apertado permite reduzir a temperatura no processo e, consequentemente, a necessidade de arrefecimento, traduzindo-se num acréscimo de eficiência energética. Outras vantagens do controlo mais apertado são a melhoria da qualidade da peça e do ponto de injecção e o melhor equilíbrio de enchimento.
O equilíbrio de cavidade para cavidade depende de factores como o diâmetro do ponto de injecção, a altura quente/fria da ponteira e a variação de temperatura. Variações de 6% da temperatura afectam o peso da peça em cerca de 26%!
Nos arranques de produção, procura-se reduzir a perdas de material e de tempo. Os distribuidores e os injectores têm frequentemente tempos de arranque diferentes. Com arranque suave e a "equalização" do tempo de arranque, optimiza-se o arranque da produção.
A solução da Husky usa o emparelhamento de termopares com condições similares para, no caso de falhar o sinal de um deles o controlador poder trabalhar com o sinal do termopar "gémeo".
A desumidificação de resistências deveria ser procedimento comum no trabalho com canais quentes. A rotura da resistência não é causada pela tensão, mas pelo pico de tensão. Outro parâmetro está relacionado com a protecção do molde com dois tipos de alarme: o que mantém a produção e o que determina o corte automático de corrente.
A Husky recomenda o check up dos moldes antes da entrada em produção, incluindo o aquecimento, o arrefecimento, os sinais e as micro-perdas de plástico.