Inovação e Internacionalização em tempo difícil

image"Sabemos que a crise financeira global teve impacto e não poupou a indústria de plásticos" — disse o Eng. Carlos Nuno Oliveira, Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação. Numa conjuntura marcada pelas dificuldades e incertezas, a intervenção deste membro do governo incidiu especialmente na importância da inovação, do empreendedorismo e da internacionalização.

"Os plásticos continuam a ter um papel importante entre as indústrias mais inovadoras" – referiu o secretário de Estado, referindo em especial os sectores automóvel, a aeronáutica, a embalagem, os artigos médicos, etc..
"A indústria deve apostar na inovação, quer em termos de criação de valor, quer em termos de engenharia e tecnologia. É fundamental que o investimento em I&D, cerca de 1,7% do PIB, seja aplicado de forma mais eficiente e esta é uma preocupação deste governo. Os centros de saber onde há conhecimento relevante para o vosso sector devem trabalhar com uma ligação mais intensa com a indústria".

O governo está a rever a situação nos vários pólos de competitividade, com o propósito de reforçar a componente de internacionalização. "É necessário apostar na cooperação dentro e fora do sector, para criar produtos de valor acrescentado" – referiu o secretário de Estado.

A substituição de importações foi outro dos tópicos da intervenção do secretário de Estado. “É preciso que as empresas que vivem da importação conversem e explorem oportunidades de cooperação com as indústrias que produzem em Portugal”.

“Os problemas estruturais da nossa economia não se vão resolver de um dia para o outro. Não há receitas mágicas. Para minorar os impactos, é necessário cooperar mais. O governo quer que Portugal entre na rota do crescimento pelo menos em 2014”.