Peocupações Eléctricas

imageO eng. Francisco Campilho, da EDP Comercial, trouxe ao XXVII SEMINÁRIO DE PLÁSTICOS várias informações relevantes sobre o mercado da energia, uma das muitas áreas de preocupação da indústria transformadora.
Em Portugal, coexistem os mercados "à tarifa" e "liberalizado", podendo o cliente negociar preços apenas neste último. O mercado foi estruturado com diferentes agentes: produtores, transportadores, distribuidores e comercializadores. O mercado liberalizado já representa cerca de 50% do mercado total. A "tarifa regulada" de 2008 baixou os custos da energia mas gerou o chamado "défice tarifário" que está na origem  dos aumentos que se seguiram.
O eng. Francisco Campilho descreveu para os participantes no SEMINÁRIO as modalidades e opções que as empresas podem ponderar na contratação do fornecimento de energia. Parâmetros essenciais: nível de tensão, potência contratada, ciclo, consumo nos últimos 12 meses e percentagem dessa energia consumida nos diferentes períodos horários. O preço é formado por: tarifa de acesso à rede cerca de 30% a 50% do preço final), preço da energia no "mercado a prazo" (a parcela mais importante e mais dependente do mercado), perdas e perfil, custos relacionados com o grossista e custos associados ao retalhista.
O mercado do gás, liberalizado desde 2010, representa um novo desafio para o sector da energia e está estruturado de forma similar.

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Outra área cada vez mais relevante do “mercado eléctrico” é a dos “serviços de energia, que incluem vertentes tão significativas como as auditorias energéticas, a eficiência energética, etc..

Em 2010, a ERSE aprovou uma tarifa especial para incentivar a transferência das empresas do mercado regulado para o mercado liberalizado. Já em 2011, os utentes que passaram para este último ficaram com uma tarifa mais elevada, sem possibilidade de regressar ao mercado regulado.. Aguada-se a fixação de uma tarifa transitória pela ERSE.. No futuro, a taifa regulada será extinta e deixará de haver uma “tarifa refúgio”. Para o Eng. Campilho, essa extinção trará uma concorrência mais saudável.

Os utentes vão também poder optar por contratos com “oferta dual” (gás e electricidade) ou com “bundling de produtos” (energia, gás e serviços). Outro aspecto a acompanhar é a do “mercado do CO2” e o seu potencial de agravamento dos preços da energia não baseada em fontes renováveis.

Em Outubro de 2011, a referencia do preço de futuros para 2012 situa-e a 7,13 €/MWh acima do referencial médio de novembro e Dezembro para consumos em 2011. Este indicador é praticamente um anúncio dos aumentos que se avizinham.

A comunicação do eng. Campilho motivou um aceso debate durante o XXVII SEMINÁRIO DE PLÁSTICOS. As graves falha de qualidade do abastecimento, os prejuízos provocados por picos de tensão, a perda de centenas de horas de trabalho, são problemas que continuam a ter a mesma solução que tinham na era do monopólio: nenhuma.