Gás de xisto impacta mercado do filme de PE

A transformação do gás de xisto nos EUA vai ter um impacto significativo no aumento do consumo e do comércio global de filmes de PE, refere a AMI (Applied Market Information) num relatório publicado em Janeiro. O gás de xisto conduzirá a uma baixa significativa do custo do polietileno e a uma redução do custo da energia necessária para a subsequente produção de filme. É altamente provável que a América do norte tenha custo base do polímero a par com o custo do Médio Oriente, dando origem a que as exportações de filmes de PE a partir da América do norte possam conquistar mercado às exportações do Médio Oriente. Para além de 2018, esta possível vantagem de custo, combinada com a tecnologia, fará com que os produtores americanos de filmes de PE se tornem players mundiais. Outros factores que terão impacto no crescimento da produção de filmes de PE são os investimentos contínuos nas regiões orientadas para a exportação, como o Médio Oriente e o Sudoeste Asiático, bem como o crescimento das classes médias nas regiões menos desenvolvidas.

 

Em 2013, a região do nordeste da Ásia (incluindo a China), foi o maior região produtora, com um terço da produção global de filmes de PE, seguida pela região NAFTA com 17% de quota e pela Europa com 15%. Em 2018, a região nordeste da Ásia deverá aumentar a sua quota para 35%, a região NAFTA deverá manter a quota e a Europa deverá perder parte significativa da sua quota de mercado, em grande parte devido à continuação das dificuldades económicas em vários estados membros combinadas com os elevados custos das matérias-primas, da energia e dos custos de mão-de-obra e transportes. A Europa Ocidental continuará a crescer em termos de tonelagem apenas porque continua a ser um dos berços do desenvolvimento técnico de filmes de PE (tal como a região NAFTA). O sucesso está dependente da orientação do mercado para produtos de maior valor acrescentado. Entretanto, o Médio Oriente vai aumentar a sua quota de mercado aumentando a produção 10% por ano, tornando-se a região com maior crescimento em termos percentuais. O comércio inter-regional aumentou significativamente nos anos mais recentes atingindo cerca de 3 milhões de toneladas por ano, com o nordeste e sudoeste asiático a representar mais do volume transaccionado. Em 2018, este trading deverá aumentar cerca de meio milhão de toneladas por ano, impulsionado pelo aumento dos volumes de filme em bobina em vez de sacos, que poderão entrar em declínio por efeito de iniciativas ambientalistas em várias regiões.

No que respeita a aplicações finais, a maior taxa de crescimento é prevista para os filmes estiráveis. O mercado dos sacos de todos os tipos também deverá crescer apreciavelmente, tal como o dos filmes técnicos, dos sacos industriais e dos filmes retrácteis. Em termos de matérias-primas, o PEBD continuará em declínio em termos de quota de mercado, à medida que os transformadores preferem matérias-primas sofisticadas lineares e formulações complexas, com o consequente crescimento dos metalocenos e dos graus de PELBD alfa-olefínicos.

Mercado global de Filmes de PE (2013)

Sacos de Compras e Industriais    34%
Estiráveis e Retrácteis                      16%
Agricultura e Construção                  12%
Laminados e técnicos                         9%
Higiene e Saúde                                   3%
Outros                                                   26%