Espumas plásticas com propriedades insecticidas

imageO Centro Tecnológico de Plásticos AIMPLAS, a Inesfly Corporation de Valência e a Universidade de Saragoça estão a desenvolver um processo de incorporação de substâncias insecticidas em espumas plásticas. O novo material permitirá fabricar solas de sandálias e tapetes que repelem os insectos transmissores de doenças como a malária, a febre dengue, a tripanossomíase americana (doença de Chagas) e a leishmaniose.

A presença das substâncias insecticidas nos plásticos tem sido obtida através da incorporação de pós e tem-se limitado às redes mosquiteiras, aos colares repelentes para animais, às etiquetas para orelhas de gado e às pulseiras repelentes de mosquitos. Os parceiros do consórcio INMAPLESP estão a investigar a incorporação de substâncias insecticidas através de micro-cápsulas. Esta nova tecnologia protege a substância insecticida contra a possível degradação durante o processamento do material, torna mais fácil a manipulação deste e permite o controlo da difusão da substância no produto final.

A tecnologia de micro-encapsulamento da Inesfly teve sucesso no sector das tintas e está agora a expandir-se para as matrizes plásticas. Para tal, esta empresa está a desenvolver micro-cápsulas de diferentes ingredientes activos com propriedades repelentes e insecticidas.