"Força Maior" ?

image_thumbA fiabilidade da indústria europeia de polímeros está a ser motivo de grande preocupação com mais de 40 situações de força maior declaradas num período de apenas quatro meses. Devido a esta súbitas falta de material, as linhas de produção na Europa foram forçadas a parar até ao nível da transformação, lançando o alarme entre os detentores de marcas e OEMs. Entretanto, os preços das matérias primas continuam a subir e a atingir níveis recorde devido à escassez de materiais.
A EuPC promoveu a criação da Alliance for Polymers for Europe durante a sua recente assembleia geral em Varsóvia com o objectivo de juntar todas as forças para lutar contra esta situação injustificada. Parece que depois de meses de baixa dos preços do petróleo as petroquímicas estão a repor as suas margens na cadeia de valor dos polímeros fazendo parar alguns crackers na Europa, um após outro. Esta situação é muito séria, coloca em risco os clientes futuros dos produtores de matérias-primas e suscita preocupações muito sérias em matéria de concorrência. Devido à pressão acrescida por parte de várias associações industriais, utilizadores, OEMs e detentores de marcas, as autoridades da UE começam agora a olhar com mais atenção para estas situações de força maior” – declarou o presidente da EuPC, Michael Kundel.

A Alliance for Polymers for Europe vai fornecer informação detalhada sobre a situação corrente do mercado dos polímeros e ajudar os utilizadores de matérias-primas através da sua rede de associações nacionais do sector dos plásticos. Vai também prestar assistência às empresas que necessitem de requerer a suspensão de certos direitos de importação para aliviar as situações correntes de escassez nos mercados dos polímeros – situações cuja melhoria não é esperada para o futuro mais próximo. Algumas empresas que, devido à baixa procura em 2014, não têm volumes suficientes em stock, não irão sobreviver e poderão enfrentar a situação de insolvência.
A aliança Polymers for Europe vai também iniciar um estudo sobre o envelhecimento das fábricas de polímeros na Europa, juntamente com peritos da indústria e independentes, para assegurar mais transparência no desenvolvimento futuro das instalações de produção na Europa. De acordo com os estudos existentes, algumas dessas instalações têm mais de 11 declarações de força maior em dois anos e a situação não está a melhorar.

A Aliança vai também debater o apoio jurídico às empresas que não tiverem outra opção que não seja processar os seus fornecedores de polímeros devido a declarações de força maior enganosas. Os processos serão focados nas obrigações contratuais.A Aliança vai ainda estimular as discussões sobre a satisfação dos clientes à escala da UE.
A Aliança vai assumir a forma de uma coligação europeu, para além da indústria transformadora de plásticos, e estará aberta a todas as empresas e associações europeias que necessitem de mais informação sobre como assegurar o aprovisionamento de polímeros nos próximos 5-10 anos. A pesquisa de mais material para ser importado de fora da UE (onde existem instalações mais modernas) será conduzida e poderá mesmo dar origem a plataformas de compras (conformes com as regras de concorrência da UE).
Até ao final de 2015, será criado o sítio da aliança Polymers for Europe na internet, em colaboração com a Polyglobe e a sociedade de advogados suiça King & Spalding. Através do sítio Polymer Comply Europe, as empresas e associações poderão registar-se. A Aliança será liderada pelo Sr. Ron Marsh, que reportará ao Steering Comitte da EuPC.
Todos os transformadores de plásticos europeus têm agora a possibilidade de classificar os seus fornecedores de acordo com critérios específicos enquanto clientes e algumas regras comerciais e éticas básicas vão voltar a ser estabelecidas. O melhor fornecedor de polímeros da Europa será escolhido e anunciado em 2016 durante o Encontro Anual da EuPC em Lyon, França. Esperamos que a situação tenha melhorado até essa altura“, disse Ron Marsh.