O ESTADO DA ECONOMIA

Daniel Bessa, da Cotec, voltou ao SEMINÁRIO DE PLÁSTICOS para partilhar as suas perspectivas sobre a economia portuguesa. “Acabou o dinheiro – foi isto que aconteceu à economia portuguesa”, começou por dizer o professor de economia que referiu as responsabilidades do Banco de Portugal. Caíu-se na ilusão de incentivar apenas no mercado interno, dispensando as empresas de exportar e agravando o défice e a dívida.
Portugal mudou radicalmente em algumas coisas desde que o governo decidiu não sustentar um banco falido e sobretudo com a viragem ascendente das exportações, que passaram de 28% para 42% do PIB e com bons resultados em sectores muito diferentes. Para o futuro, há que aprender a lição e gerir bem o risco, evitando a exposição excessiva a mercados arriscados, como é o caso de Angola. Mas a salvação está nas exportações. E serão as PME a contribuir mais para as exportações, não as grandes empresas. Na opinião do professor, só deveriam ser apoiadas as empresas que crescem, por exemplo, deduzindo o aumento da massa salarial no IRC. O apoio à exportação não deve ser cego, mas distinguir o valor acrescentado exportado.
No Estado, infelizmente, nada mudou, diz Daniel Bessa. O mercado de trabalho está irreconhecível embora nem sempre para melhor.

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