A importância da inteligência emocional

​Mário Ceitil, presidente da APG – Associação Portuguesa da Gestão de Pessoas, trouxe ao XXXII Seminário de Plásticos uma abordagem sobre capacidades dos gestores e decisores que não eram consideradas tradicionalmente: intuição, emotividade e capacidade para “criar estados de espírito positivos”.

“As pessoas que alcançam sucesso são pessoas que evidenciam normalmente estados de espirito positivos. São normalmente pessoas que gostal do que fazem”, referiu Mario Ceitil, psicólogo de profissão e consultor.

A abordagem tradicional, baseada na inteligência lógica e racional, deixou de ser suficiente. quanto maior a complexidade da vida e do trabalho, maior a necessidade de fazer apelo a outras bases da nossa inteligência, designadamente a inteligência emocional. 

Quando alguém “se passa”, provelmente comete um erro de que mais tarde se vai arrepender. É quando a emoção se sobrepõe inopinadamente. O importante é conseguir dominar a capacidade emocional para tirar partido dela para obter o sucesso pretendido. A emoção pode ser uma ferramenta e não um risco. A motivação é decisiva para o sucesso, desde detalhes como a pontualidade até a liderança de equipas.

O primeiro cuidado consite em ter auto-consciência emocional. O segundo consiste em ganhar auto-controlo suscetivel de substituir os sistemas e regras de hetero-controlo típicos das organizações tradicionais. “Se queremos ganhar a batalha da produtuvidade, temos que cuidar destes aspetos”, concluiu Mário Ceitil, que exemplificou com o exemplo das chamadas “startups” em que se vê a carga emocional, o gosto e o prazer das pessoas que “curtem” o que estão a fazer.