Os desafios da Economia Circular

​Os desafios da economia circular foram o tema para a comunicação de Leonor Garcia, diretora de ‘public affairs’ da PasticsEurope, a associação europeia de produtores de matérias plásticas. A comunicação foi apresentada por Alexandre Dangis. 

O cenário tem 3 metas essenciais para 2025: zero plásticos em aterro, 55% de reciclagem e preparação para a reutilização e recolha seletiva obrigatória para todas as embalagens de plástico.

A indústria de plásticos, representada pela PlasticsEurope (produtores), pela EuPC (transformadores) e pela EuPR (recicldores) defende o estabelecimento prévio de métodos e critérios de medida da reciclagem, bem como de especificações técnicas uniformes. Outro aspeto essencial é a certificação das atividades e produtos de reciclagem, de forma a evitar que as indústrias de reciclagem tenha que competir com empresas asiáticas que não cumprem as mesmas regras técnicas, ambientais e sociais. O Plano de Ação defendido pela indústria abrange todas as atividades e fluxos de resíduos: embalagens, veículos em fim de vida, equipamentos elétricos e eletrónicos, resíduos alimentares, e resíduos nos oceanos.

A União Europeia continua a preparar o novo pacote de economia circular, com muita “alta política” pelo meio, referiu Alexandre Dangis. A indústria tem de estar preparada para as consequências desta legislação, que vai entrar em consulta pública em breve.

A par com medidas técnicas como a certificação de especificações técnicas, a indústria deve lutar pela promoção da reciclagem, pelos incentivos económicos e fiscais à utilização de reciclados e, sobretudo, pelo investimento sério na educação de crianças e jovens, porque o problema dos resíduos é sobretudo um problema de educação. A economia circular começa em casa!

“Os políticos gostam de metas muito ambiciosas. A indústria deve concentrar-se em soluções eficientes e eficazes, a nível europeu” – afirmou Alexandre Dangis, que destacou as profundas diferenças que anda se verificam na Europa. Estas diferenças não vão desaparecer, mas deverão pelo menos ser atenuadas.