Desafios e resultados recentes na extrusão

O Prof. José António Covas, da Universidade do Minho, veio ao XXXII Seminário de Plásticos expor alguns desenvolvimentos recentes na tecnologia de extrusão, com destaque para a transformação de nanocompósitos em linha.

Depois de uma síntese da capacidade de extrusão do PIEP/Universidade do Minho, o Prof. António Covas referiu desenvolvimentos como a coextrusão de polietileno com betume, a extrusão de silicone, etc.

Nanocompóśíto é um material quando se conseque a dispersão de materiais à escala nanométrica, tais como nano argilas ou nanotubos de carbono, etc.. É possível desenvolver fibras com propriedades sensoras ou com propriedades de reação a parâmetros ambientais.

As nano argilas como a montorilonite, os grafenos de alta condutividade témica, os múltiplos derivados de grafeno, abrem novas perspectivas de abertura de novas aplicações. Em todo o caso, as previsões de mercado para os grafenos têm vindo a ser revistas em baixa. Na realidade, os grafenos ainda não estão comercialmente disponíveis porque têm forças de adesão muito elevadas e por isso são dificeis de dispersar até à escala nanométrica.

Em todo o caso, a investigação está em marcha e mais tarde ou mais cedo chegar-se-á à produção industrial. A Universidade do Minho está a investigar a influência do processamento nas propriedades do nan0compósitos, usando extrusoras de duplo fuso. Nestas, a dispersão ocorre, na sua maior parte, na fase da fusão.

Entre outros desenvolvimento, o Prof. Covas referiu a produção de filamentos de PEEK para impressão 3D com propriedades condutoras,  os testes não invasivos para medição em linha (in line), que envolvem a adaptação de reómetros à extrusora, e a monitorização da qualidade em linha com tecnologia laser.