Tecnologia de triagem de plásticos baseada em marcadores químicos

Convidados pela Petcore Europe e da Federação Europeia dos Engarrafadores de Águas (EFBW) para um Workshop realizado em Bruxelas no dia 15 de março, mais de 80 especialistas da cadeia de valor do PET, detentores de marcas e investigadores tiveram a oportunidade de conhecer o Polymark, um projeto europeu que desenvolveu uma nova tecnologia que permite a identificação e triagem de polímeros, designadamente o PET numa primeira fase.

Acreditamos que as tecnologias de triagem baseadas em sensores têm um papel chave na viabilização da economia circular para os plásticos, proporcionando triagem eficiente e melhorando a qualidade e o rendimento da reciclagem. Para além do progresso técnico obtido durante o projeto Polymark, observámos como toda a cadeia de valor assumiu a triagem baseada em marcadores como próximo passo crucial para melhorar a reciclagem de plásticos” – diz An Vossen, da EPRO, um dos parceiros do projeto Polymark, no vídeo de apresentação do projecto

Peter Reinig, líder do grupo de Photonic Sensig do instituto Fraunhofer IPMS, apresentou o trabalho levado a cabo pela HERI no desenvolvimento do marcador químico. No projeto Polymark, foi identificado um marcador químico aprovado para contacto alimentar que é utilizado para revestir as garrafas ou nos rótulos. Depois da identificação e triagem, este marcador pode ser removido pelas linhas de lavagem existentes nas fábricas de reciclagem.

O foco da segunda apresentação, também a cargo de Reinig, foi o desenvolvimento da tecnologia de identificação espectral que deteta o marcador e descodifica a informação de forma a separar as embalagens plásticas pós-consumo. O princípio de deteção Polymark para a triagem baseia-se na excitação UV e na fluorescência VIS. É capaz de separar garrafas PET food grade num transportador à velocidade de 3 m/s, com resolução espacial de 10 mm.

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Finalmente, Hans Eder, diretor de I&D da Sesotec, explicou o desenvolvimento e o funcionamento do equipamento de triagem Polimark construído à escala industrial. O sistema de deteção do marcador consiste em duas unidades básicas: uma fonte de luz UV de alta energia para excitar o marcador e uma câmara de alta sensibilidade para detetar os sinais de fraca fluorescência emitidos pelo marcador. A máquina de triar Polymark é capaz de assegurar um grau de pureza de 98% a partir da fração primária.

Depois das apresentações, os participantes fisicamente presentes no Workshop ou via webinar, colocaram várias questões e produziram vários comentários. Sobre a questão do desenvolvimento comercial do projeto e da sua influência na política da UE, Casper van den Dungen, Vice-Presidente da Plastics Recyclers Europe (PRE), disse que o projeto Polymark fornece uma primeira plataforma para que a indústria comunique em matéria de tecnologia de marcadores. Os recicladores estão a encorajar a Europa a harmonizar e normalizar o uso destas tecnologias inovadoras de triagem. É importante notar que ainda existem barreiras e ainda são necessárias discussões entre os vários stakeholders. “No entanto, o Polymark estabelece um ponto de partida e a certeza da possibilidade desta inovação”, concluiu van Dungen.

As apresentações, bem com como mais informação sobre o projeto Polymark, estão disponíveis no website do projeto www.polimark.org.

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Bioplásticos em Valência

imageA procura de materiais de origem renovável deverá duplicar entre 2014 e 2019, ano em que serão necessários 1,4 milhões de hectares para a sua produção, sem competir com a área necessária para o cultivo de alimentos, próxima dos 1240 milhões de hectares. A estimativa foi adiantada por Constance Ißbrücker, da European Bioplastics, durante o Seminário Internacional sobre Biopolímeros e Compósitos Sustentáveis, realizado nos dias 1 e 2 de Março, em Valência (Espanha).
Organizado pelo AIMPLAS, o seminário reuniu mais de 170 profissionais e atualizou a informação sobre as aplicações dos bioplásticos para embalagem alimentar, equipamentos de desporto e para o setor automóvel. Materiais inovadores como o óleo de rícino, a cana de açúcar, o milho e o soro de leite já estão a ser utilizados em aplicações como pranchas de surf e snowboard e também nos setores automóvel e da construção, bem como em embalagens de alta barreira e embalagens alimentares de alta resistência térmica. Durante o seminário de Valência, a BASF apresentou as cápsulas dos Cafés Novell,image a Renault fez uma apresentação sobre o potencial dos biocompósitos no sector automóvel e o Instituto API referiu os desenvolvimentos de biopolímeros para impressão 3D e para o fabrico de cordas para agricultura e redes de pesca. O AIMPLAS apresentou os resultados do projeto OSIRYS, dedicado ao desenvolvimento de biocompósitos para fachadas e divisórias para melhorar a qualidade do ar.
O seminário internacional analisou também as normas que atualmente regulam a utilização de biopolímeros a nível industrial, bem como a biotecnologia e os processos naturais de produção de biopolímeros como a fermentação ou a partir de micro-organismos.

Reciclados Oceânicos têm futuro?

Já se vê com mais frequência a indicação explícita de incorporação de reciclados. No passado, esta característica era omitida mas agora são os próprios embaladores que que a procuram. Graças à evolução da tecnologia de reciclagem, a incorporação de reciclados já não é associada à ideia de produtos de menor qualidade. A incorporação de reciclados tornou-se um argumento adicional de venda, sobretudo quanto as empresas pretendem estabelecer um posicionamento ambiental para as suas marcas.

imageO tema recorrente da poluição dos oceanos fez surgir novas oportunidades de iniciativa ambiental. A garrafa Ecover, desenvolvida pela Logoplaste a partir de plástico reciclado, incluindo 10% de resíduos plásticos recolhidos nos oceanos, recebeu vários prémios ao longo dos últimos anos, incluindo alguns dos mais importantes concursos de packaging design (Pentawards, Red Dot, iF). A primeira utilização comercial foi lançada pela marca ECOVER (Reino Unido), empresa com forte posicionamento ambiental, para uma das suas linhas de detergentes de uso doméstico.

imageNo outro lado do oceano atlântico, a Method Products (S. Francisco, Califórnia, EUA) lançou também uma linha de detergentes domésticos em embalagens fabricadas a partir de "ocean plastics". O formato das embalagens – em forma de gota – é similar ao das garrafas ECOVER.

A Envision Plastics (Reidsville, Carolina do Norte, EUA), é a empresa recicladora que está por trás destas embalagens, fabricadas com reciclados que incluem resíduos plásticos recolhidos nas praias americanas. As primeiras "ocean plastic bottles" surgiram no mercado em 2012.

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Em meados de 2015, a marca Adidas apresentou uma linha de calçado desportivo com parte superior fabricada com fibras produzidas a partir de resíduos plásticos oceânicos, com design de Alexander Taylor, de Londres e a chancela da Parley, uma das organizações dedicadas ao tema da poluição dos oceanos.

 

Perspectivas

Recuperar e reciclar resíduos plásticos dos oceanos é certamente uma ideia meritória. Em todo o caso, há que distinguir a realidade da ficção. Na maior parte dos casos, os "reciclados oceânicos" são apenas uma fração da matéria-prima usada. A Logoplaste fez questão de deixar claro que o teor oceânico era de apenas 10%, mas nem todos seguiram o mesmo exemplo…
Por vezes usa-se o ataque aos plásticos para justificar a venda de… mais plásticos. Apresentar embalagens transparentes e cristalinas como se fossem fabricadas apenas com reciclados oceânicos deixa sérias dúvidas. Por outro lado, não existe recolha sistemática dos plásticos nos oceanos, nem tal ideia se afigura sensata para o futuro. Dos plásticos que poluem os mares, só uma pequena parte resulta de descargas no mar. Se a a maior parte vem de terra, a solução está em não descartar e em reter esses materiais em terra. Os produtos baseados em "reciclados oceânicos" não têm futuro… a menos que se continue a poluir os oceanos.

Garrafas e oceanos

A cadeia de lojas Selfridges, do Reino Unido anunciou que vai banir as garrafas de plástico como parte de uma campanha para reduzir a poluição dos oceanos, lançada pela Zoological Society of London (ZSL) imagee pela Marine Reserves Coalition (MRC) e apoiada pela Greenpeace UK. A Selfridges afirma que as vendas de água engarrafada nas suas lojas e restaurantes  atingiam 400 mil garrafas por ano. As lojas vão passar a vender água engarrafada em vidro e terão torneiras para os consumidores encherem as suas próprias garrafas de plástico reutilizáveis (ver imagem).
A British Plastics Federation criticou esta medida pela voz do seu director geral, Philip Law: "A disponibilidade de água em garrafas leves e portáteis promove a saúde e pode ser essencial em situações de emergência. Os plásticos não se descartam a si próprios nas ruas e nos oceanos, são as pessoas que o fazem".  Law destacou também os resultados da reciclagem: "Em 2014, cerca de 60% das garrafas de PET foram recolhidas para reciclagem no circuito doméstico".

Para ver a campanha da Selfridges, clicar AQUI
Para ler a posição da BPF clicar AQUI.

Confirmada a aquisição da APPE pela Plastipak

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Foi completada a venda da APPE, anterior divisão de embalagem da La Seda de Barcelona, à Plastipak Packaging. Na sequência da da aprovação pela Comissão Europeia, a APPE assume de imediato a designação Plastipak Packaging. Fundada em 1967 e sediada em Plymouth, Michigan, EUA, a Plastipak Packaging opera mais de 37 instalações com um total de 5000 empregados, para projectar e fabricar embalagens de plástico rígido para alimentos, bebidas e outros produtos de consumo.
A aquisição vai reforçar significativamente a posição da Plastipack na Europa, combinando 15 fábricas em 12 países. Martins Hargreaves foi designado Managing Director para a Europa.

airpop – o novo nome do EPS

De utilização generalizada na produção de embalagens, blocos para construção, placas de isolamento ou peças técnicas, o poliestireno expandido (EPS) é um dos materiais com maior disparidade de designações. Para além da designação técnica do material, proliferam as designações baseadas nas diversas marcas comerciais: Styropor, Isopor, Poliexpan, Esferovite, etc.. Para pôr fim a esta disparidade, a EUMEPS, a associação europeia do sector, criou uma nova marca comum: airpop® engineered air.

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Na base da nova marca está uma ideia simples e óbvia: 98% do EPS é ar. O material sintético representa apenas 2% e expande até 50 vezes, dando ao material as características de leveza, isolamento térmico, etc.. A marca airpop® começou a ser utilizada pelas cerca de 600 empresas europeias que transformam anualmente cerca de 1 300 000 toneladas de EPS. Em Portugal, as licenças de uso desta marca são atribuídas pela ACEPE, associação que reúne as indústrias nacionais do EPS. Para mais informações sobre a marca airpop® , clicar no logótipo acima.

SIPA adquiriu actividade PET da Automa

A SIPA adquiriu todas as actividades relacionadas com a imageconstrução de máquinas de injecção-estiragem-sopro (ISBM) da Automa S.p.A.. A aquisição permitirá reforçar a oferta de sistemas ISBM single-stage para produzir embalagens para medicamentos, cosméticos, produtos de cuidado pessoal e bebidas espirituosas.
As máquinas ISBM da Automa são projectadas para produzir lotes menores que os das máquinas da SIPA, e incluem dispositivos de mudança rápida de formatos. Caracterizam-se também pelas dimensões compactas e pela eficiência energética. A máquina de três estações 50SR, com força de fecho de 500 kN, tem um consumo de apenas 18,35 kW/h para o conjunto máquina-molde-alimentador. A máquina 80SR, de 800 kN, equipada com quatro estações (separação entre estiragem-sopro e extracção) tem um consumo 20 Kw/h.
A SIPA especializou-imagese ao longo de mais de 25 anos na construção de linhas completas, incluindo moldes, para fabrico de garrafas PET. Tem operações industriais na Itália e na China. Para além das máquinas, presta serviços de projecto de pré-formas e garrafas, engenharia e industrialização e fornece moldes de injecção e sopro para todo o tipo de máquinas PET.