Etiqueta de eficiência energética para máquinas de plásticos e borracha

imageA EUROMAP, a associação europeia dos construtores de máquinas para processamento de plásticos e borracha, vai lançar uma etiqueta de energia para máquinas de plásticos e borracha. A importância crescente da eficiência energética na indústria também se reflecte nas actividades da associação. A EUROMAP já publicou normas sobre medição da energia em máquinas de injecção e de extrusão-sopro. Até agora, os construtores de máquinas têm usado etiquetas por si criadas para evidenciar os níveis de eficiência das suas máquinas. Para tornar as classes de eficiência transparentes e permitir aos utilizadores estabelecer comparações, foi agora criada uma etiqueta neutral comum, cujas especificações constam de uma nova recomendação da EUROMAP.
Diversamente do que sucede com a etiqueta energética da UE (para os frigoríficos, por exemplo), a etiqueta EUROMAP é de uso voluntário. Não é necessária a certificação por terceiro para poder usar a etiqueta. A descrição exacta da nova etiqueta pode ser obtida gratuitamente, clicando AQUI. A etiqueta entrará em vigor a partir de 1 de Outubro de 2014.

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Reciclagem de PET – avaliação positiva pela EFSA

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A EFSA, Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, avaliou dez processos de reciclagem de resíduos pós-consumo de embalagens de PET, utilizados por empresas recicladoras europeias, incluindo a Evertis, de Portugal. Todos os processos se baseiam na tecnologia "basic" da EREMA, construtor de equipamentos de reciclagem com sede na Áustria.

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Informação detalhada sobre poliolefinas para contacto alimentar

image_thumb[3]A SABIC, um dos maiores produtores de poliolefinas (polietileno e polipropilenos), colocou todas as suas declarações de segurança alimentar e conformidade disponíveis em linha, com três anos de antecipação em relação à data limite de 2016. As declarações estão disponíveis nas páginas europeias da empresa.

A nova regulamentação é mais exigente em matéria de ensaios de migração da embalagem para o produto. Como entra em vigor dentro de três anos, os transformadores de plásticos e os embaladores vão precisar de garantias de conformidade a prestar pelos seus fornecedores de materiais.

O Regulamento Europeu sobre Plásticos (EU) 10/2011 (PIM) entrou em vigor no dia 1 de Maio de 2011 e introduziu várias alterações à regulamentação enquadrada pela Directiva 82/711/CE, especialmente no que respeita às condições de ensaios de migração de químicos individuais e aos simulantes a utilizar. As alterações respeitam à duração de alguns ensaios, às temperaturas a que devem ser realizados e aos simulantes para produtos de base aquosa ou alcoólicos. No entanto, a nova regulamentação se tornará obrigatória a partir de 1 de Janeiro de 2016.

A SABIC analisou, para o PE (polietileno) e o PP (polipropileno), todas as substâncias regulamentadas com um Limite de Migração Especifica  (LME ou SML) sob as novas condições (10 dias a 10 ºC). Os ensaios realizados mostram que nenhum dos materiais de PE ou PP da SABIC está sujeito a restrições adicionais para utilizações com contacto alimentar.

A legislação europeia sobre contacto alimentar baseia-se no princípio de que todas as substâncias são proibidas a menos que tenham sido expressamente permitidas. No que respeita à migração da embalagem para o produto, existem limites estritos de migração (LME – limite de migração específica , para os químicos individuais) e limites globais (LMG – limite de migração global , para o conjunto de todas as substâncias e migrações específicas).

Enquanto não existir obrigação formal para realizar ensaios de migração, todos os produtores de matérias-primas plásticas estão obrigados a fornecer um Documento de Conformidade aos seus clientes, em que declaram que o material esta conforme as exigências legais. Adicionalmente, têm que revelar a identificação dos monómeros e aditivos regulados por restrições de LME e/ou LMG, bem como a identificação dos aditivos de "duplo uso", e têm que fornecer informação sobre as restrições de uso que forem relevantes.

Para mais informação sobre a informação de segurança dos produtos da SABIC, clicar AQUI.

Em Janeiro de 2013, a SABIC realizou um seminário em lina sobre os novos requisitos dos ensaios de migração para materiais de embalagem abrangidos pela legislação europeua sobre contacto alimentar. Para obter uma cópia da apresentação, clicar AQUI.

ISO 150001 – Sistemas de Gestão de Energia

Se nada for feito para reduzir as emissões de CO2, estas poderão duplicar até 2050. As Nações Unidas estimam os prejuízos causados pelas alterações climáticas poderão situar-se entre 50 e 170 biliões de USD por volta do ano 2030. A aposta nas fontes de energia que implicam menos emissões e nas medidas de eficiência energética são, por isso, prioridades transversais a todos os sectores de actividade, partilhadas por estados, empresas e cidadãos.
A normalização internacional, em que se destaca a ISO, tem um papel a desempenhar na promoção da eficiência energética, através dos trabalhos desenvolvidos pelos seus vários Comités Técnicos, em áreas tão diversas com os automóveis, os edifícios e os variados tipos de equipamentos industriais. Por outro lado, e a par da normalização da terminologia sobre energia e da definição sobre a "pegada energética" (a futura norma ISO 14067), está em curso um novo sistema de normas sobre Sistemas de Gestão de Energia – ISO 150001, que vai certamente assumir um papel tão importante na vida das empresas como as normas ISO 9000 (Sistemas de Gestão da Qualidade) e ISO 14000 (Sistema de Gestão Ambiental). A gestão da energia, orientada para a procura de soluções mais eficientes é um imperativo de primeira ordem não só do ponto de vista económico, mas também dos pontos de vista social e ambiental.
As normas ISO 9000 e ISO 14000 tiveram sucesso na sua implementação e continuam a influenciar as organizações no sentido da procura de melhorias. A ISO está agora apostada em obter resultados pelo menos comparáveis com o novo sistema de normas ISO 150001. Vários países e espaços económicos criaram normas específicas para a gestão da energia. É o caso da China, da Irlanda, da Coreia, dos EUA e da União Europeia (EN 16001 – Energy Management Systems). A ISO considera esta área como uma das cinco prioridades de desenvolvimento da normalização internacional. LEIA MAIS