Tensão no mercado europeu das PO

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Os transformadores de plásticos da Europa (PME na sua maioria) enfrentam sérias dificuldades desde o início de 2015 devido às limitações da disponibilidade de polímeros. Desde Março de 2015, a indústria de polímeros da UE declarou ‘força maior’ em 66 ocasiões, o que exacerbou uma situação já tensa nos mercados do polietileno e do polipropileno e levou os preços a níveis sem precedentes dos dez anos mais recentes. Entre Março e Maio de 2015, os preços dos polímeros aumentaram mais de 40% enquanto os preços do petróleo permaneceram em baixa histórica. Os transformadores reagiram a esta situação e apresentaram em 2015 45 pedidos de suspensão das tarifas aduaneiras e das quotas em vários Estados Membros.

A associação Polymers for Europe Alliance, criada pela EuPC (European Plastics Converters) em Maio de 2015, levou a esta situação à consideração da Comissão Europeia e do Economic Tariff Questions Group (ETQG), antecipando a ronda de Julho de 2016 sobre os pedidos de suspensão de tarifas e quotas. A Alliance enfatizou a importância dessa suspensão para o futuro da competitividade do setor transformador. Se os transformadores europeus não tiverem acesso a volumes suficientes de polímeros, poderão mesmo ficar fora do negócio.

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"Força Maior" ?

image_thumbA fiabilidade da indústria europeia de polímeros está a ser motivo de grande preocupação com mais de 40 situações de força maior declaradas num período de apenas quatro meses. Devido a esta súbitas falta de material, as linhas de produção na Europa foram forçadas a parar até ao nível da transformação, lançando o alarme entre os detentores de marcas e OEMs. Entretanto, os preços das matérias primas continuam a subir e a atingir níveis recorde devido à escassez de materiais.
A EuPC promoveu a criação da Alliance for Polymers for Europe durante a sua recente assembleia geral em Varsóvia com o objectivo de juntar todas as forças para lutar contra esta situação injustificada. Parece que depois de meses de baixa dos preços do petróleo as petroquímicas estão a repor as suas margens na cadeia de valor dos polímeros fazendo parar alguns crackers na Europa, um após outro. Esta situação é muito séria, coloca em risco os clientes futuros dos produtores de matérias-primas e suscita preocupações muito sérias em matéria de concorrência. Devido à pressão acrescida por parte de várias associações industriais, utilizadores, OEMs e detentores de marcas, as autoridades da UE começam agora a olhar com mais atenção para estas situações de força maior” – declarou o presidente da EuPC, Michael Kundel.

A Alliance for Polymers for Europe vai fornecer informação detalhada sobre a situação corrente do mercado dos polímeros e ajudar os utilizadores de matérias-primas através da sua rede de associações nacionais do sector dos plásticos. Vai também prestar assistência às empresas que necessitem de requerer a suspensão de certos direitos de importação para aliviar as situações correntes de escassez nos mercados dos polímeros – situações cuja melhoria não é esperada para o futuro mais próximo. Algumas empresas que, devido à baixa procura em 2014, não têm volumes suficientes em stock, não irão sobreviver e poderão enfrentar a situação de insolvência.
A aliança Polymers for Europe vai também iniciar um estudo sobre o envelhecimento das fábricas de polímeros na Europa, juntamente com peritos da indústria e independentes, para assegurar mais transparência no desenvolvimento futuro das instalações de produção na Europa. De acordo com os estudos existentes, algumas dessas instalações têm mais de 11 declarações de força maior em dois anos e a situação não está a melhorar.

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Procura global de PE vai aumentar 3,7% p.a.

imageA procura global de polietileno deverá crescer 3,7% por ano entre 2013 e 2018, um pouco mais do que no período entre 2013 e 2013, indica um relatório recente da empresa consultora GlobalData.

O relatório Global Polyethylene Industry – Emerging Markets in Asia-Pacific to Drive Modest Growth indica que este crescimento acima do histórico vai ocorrer nos EUA e na Europa, principalmente na Rússia. Os EUA terão  um crescimento de 2,4% por ano até 2018, em comparação com os 0,7% do período 2003-2013. Na Europa, incluindo a Rússia, o crescimento será de 2,8% por ano, praticamente o triplo da década anterior.
A região Ásia registará uma taxa de crescimento médio anual superior – 4,8% – , mas abaixo dos 6% registados na década anterior, reflectindo a desaceleração do crescimento.

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PET: mais capacidade na Europa

Em 2013, a procura de PET na Europa excedeu a capacidade instalada em 350 mil toneladas. Segundo a GSI – Global Service International, a situação deverá inverter-se a partir de 2015 com o arranque de novas capacidades de produção: mais 640 mil t/a na Europa e 1640 mil t/a fora da Europa. Entretanto, a Europa manter-se-á como principal importadora de PET (550 mil t em 2013 e previsão de 750 mil t em 2014) e a Índia deverá afirmar-se como principal exportadora para a Europa.
Os aumentos de capacidade vão agravar a situação de sobrecapacidade global, estimada actualmente em 6 milhões de t, o que significa que a indústria produtora de PET terá que lidar com a redução dos preços do PET e com uma nova vaga de "consolidação" no sector. A confirmar-se a pressão no sentido da redução dos preços, reduzir-se-á a diferença entre o PET virgem e o PET reciclado (rPET) e o bioPET perderá competitividade.

Borealis aumenta preços das poliolefinas

A Borealis anunciou que vai aumentar os preços de todos os polietilenos e polipropilenos em 100 euros/tonelada a partir de Janeiro de 2012.
"Esta decisão de aumentar os preços reflecte as nossas previsões sobre a evolução da economia e é necessária para a implementação da nossa estratégia de Criação de Valor através da Inovação" – disse Gerd Löbbert, Vice-Presidente Executivo da Borealis para a área das poliolefinas.